Para quem gosta de assuntos mais densos, recomendo o texto de Janos Biro sobre estrutura de ficções interativas, publicado na rede social do Game Reporter, um dos melhores blogs sobre cultura de videogame do Brasil.
O autor, que está desenvolvendo um trabalho nesse formato, disseca de uma forma bem clara e técnica as diferenças entre a narrativa tradicional, onde o autor conduz o leitor pela história, e a narrativa interativa, onde o leitor constrói sua própria história explorando um universo de possibilidades criado pelo autor.
O artigo foca naqueles jogos-texto, onde a pessoa vai lendo na tela o que se passa, e interage com o cenário por meio de comandos escritos, mas pessoalmente acredito que o termo "ficção interativa" se aplique à outros formatos. Um jogo de videogame menos textual e mais cinematográfico, por exemplo, também pode ser considerado "ficção interativa", com a diferença que a interação se dá mais pela imagem do que pelas palavras. No outro extremo temos aqueles antigos livros interativos onde o leitor pulava páginas conforme escolhia opções: "se você quiser abrir o baú, vá para a página 67".
Acredito que, para além do formato ou da linguagem, temos aqui um material muito interessante sobre um novo jeito de contar histórias.
3 horas atrás

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